“O programa fez com que meus horizontes, em todos os sentidos, fossem ampliados. Desde o primeiro dia na universidade me senti em contato com o mundo. Mais de 32 mil alunos no mesmo campus, sendo quase 25% deles de nacionalidades diferentes, me fizeram ficar um tanto espantado nas primeiras semanas.

As aulas eram bem diferentes do que estamos acostumados por aqui. Algumas tinham cerca de 400 alunos de diferentes cursos e apenas 50 minutos de duração. Havia uma impessoalidade muito grande com os professores, algo de que senti muita falta, pois aqui na FHO alguns professores são como parte da minha família.

Apesar de possuírem tecnologia e prédios de tirar o fôlego, cursei algumas disciplinas que já tinha tido base aqui na FHO e as técnicas ensinadas nas aulas práticas pelos professores daqui me auxiliaram muito por lá. Também aprendi muita coisa nova, o que acabou despertando novos interesses em mim, como técnicas em cultura celular.

No segundo semestre não cursei nenhuma matéria e me dediquei integralmente a um novo desafio: a pesquisa. Apesar de todas as dificuldades que eu tive durante a realização de experimentos e interpretação de resultados de parâmetros e aparelhos que jamais tinha tido contato antes, o projeto foi de grande valia para minha formação acadêmica. Todo meu trabalho foi avaliado por uma banca em uma apresentação oral e através de um relatório final, que deram bons resultados e me permitiram concluir meus estudos na Universidade de Queensland com excelência.

Sou eternamente grato a FHO e ao CNPq por terem me proporcionado essa experiência única. Agradeço por todo o apoio e por permitirem que eu tivesse a honra de representar nossa Instituição no exterior.”