“Participar do Projeto Rondon foi repensar minha própria vida, minha rotina, minha relação com as pessoas, com o mundo, comigo mesma, com a política e com o meio ambiente. Conhecer o Brasil que está além dos livros foi conhecer mais do que outra cultura, outra dança, outra música e outros alimentos, foi conhecer acolhimento, carinho, gratidão, gentileza e pertencimento, de uma forma nunca antes vivida. Lacunas antes não percebidas em minha própria existência foram preenchidas inesperadamente. Ao final das capacitações que participei eu disse, e aqui repito: algumas vezes nos chamavam professores, mas meu sentimento era muito mais o de aluna. A população nos ensina muito, e é preciso estar aberto para aprender com eles. Por outro lado ouvir, ao final de tudo, palavras de agradecimento e de como o que fizemos foi importante é inexplicável. A emoção de despedida mostra como o carinho foi real e as mensagens posteriores demonstram que algo ficou não só para nós, rondonistas. Todo o processo foi repleto de uma troca de conhecimento e de afeto que eu não mudaria por nada, culminando em uma vivência no sentido pleno da palavra que fez toda a diferença em minha formação profissional e pessoal”.